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Cerca elétrica para ovinos e caprinos

Nos últimos anos observamos um uso cada vez mais intensivo e diversificado no uso das cercas elétricas.

 

O uso se disseminou muito na bovinocultura de carne e leite, mas há alguns anos o uso tem se intensificado muito para Ovinos e Caprinos. Isto tem se verificado em função de que hoje os produtores que ingressam nesta atividade procuram a utilização de tecnologia para incrementar a produtividade de suas propriedades e obter maiores ganhos por área.

 

Neste caso, o uso das cercas elétricas na propriedade é de fundamental importância.

No entanto, ainda há pouco conhecimento a respeito do tema. O investimento em equipamentos de baixa qualidade, associado ao pouco conhecimento dos fatores básicos na construção da cerca elétrica pode inviabilizar o uso desta tecnologia.

 

Consideramos 04 pontos fundamentais, dentre outros, para obter êxito na construção de cercas elétricas para o controle de Ovinos e Caprinos.

 

1) Eletrificador

O mercado oferece hoje uma gama muito grande de eletrificadores. O produtor deve investir em eletrificadores de “Alta potência” pois são eletrificadores que descarregam no arame uma quantidade muito maior de energia (ou choque) que os eletrificadores tradicionais.

 

Possuem mais energia, por isso são mais eficientes no controle animal. O termo energia é importante para determinar a potência do eletrificador. Em países onde a tecnologia é amplamente difundida se utiliza a energia do eletrificador para determinar sua capacidade. A energia está para o eletrificador como os Hps estão para os tratores e automóveis ou KVAs para as bombas de irrigação. O “motor” dos eletrificadores se mede em Joules, que é uma medida de energia.

 

Assim como nos tratores se recomenda uma determinada área operativa em função da potência do trator, o mesmo acontece para os eletrificadores em relação à área e a distância a cercar.

 

  • Só através da informação da energia (Joules) é possível saber qual a potência de um eletrificador e para que aplicação devemos utilizá-lo.

 

Para Ovinos e Caprinos, por serem animais menos sensíveis que o gado, recomenda-se a utilização de eletrificadores com mais de 1,5 Joules, mesmo se a instalação for pequena, pois é necessária uma quantidade de energia maior para o controle destes animais.

 

  • Quanto mais energia tiver o eletrificador, mais eficiente no controle animal ele será.

 

Importante ressaltar também a importância de adquirir equipamentos fabricados dentro das normas técnicas internacionais, pois além de apresentarem qualidade bem superior, não apresentam riscos à saúde de pessoas e animais. Há no mercado eletrificadores normatizados de diversas potências (0,5 a 27 Joules). Há um fator que correlaciona energia em Joules e distância máxima para o controle animal: cada Joule de energia disponível no eletrificador pode eletrificar até 10 Km de cercas com até três fios “vivos”.

 

Se houver no sistema perdas significativas com vegetação, o ideal é diminuir a distância do sistema para manter um “choque” eficiente neste sistema, ou utilizar um eletrificador mais potente.

 

2) Aterramento

Depois de escolhido o eletrificador é importante confeccionar um bom aterramento. O aterramento no sistema de cercas elétricas é como uma antena receptora. É preciso construí-lo da forma correta para que a energia que passa através do corpo do animal, quando este toca o arame da cerca, chegue em boa intensidade até o aterramento do sistema, que como uma “antena receptora” cumpre o papel de receptor da energia para o fechamento do circuito.

 

É através deste circuito – eletrificador, arame, animal, solo e aterramento – que se dá a “patada” ou “choque” no animal. Se o aterramento é insuficiente, o circuito não se fecha ou se faz muito debilmente e a “patada” fica insuficiente para o controle animal.

Dependendo da instalação, um a três canos galvanizados de 01 polegada e 2 metros de comprimento, atados entre si com abraçadeiras são suficientes para uma boa instalação. Não utilize materiais como ferros de construção, arames, radiadores dentre outros, pois não são eficientes para confeccionar o aterramento.

 

3) Arames

Outro ponto fundamental da instalação são o tipo e quantidade de arames na instalação.

Fazendo novamente uma analogia, os arames são como a tubulação em uma instalação hidráulica. Digamos que o eletrificador fosse uma bomba para irrigação. Se neste sistema utilizássemos uma tubulação muito fina, a água não seria suficiente para conseguir irrigar a lavoura.

 

De outra maneira, se dimensionamos uma tubulação com o diâmetro adequado, a água chegaria em volume suficiente para fazer corretamente a irrigação da área. Da mesma maneira se comporta o eletrificador (bomba) em relação ao arame (tubulação).

 

Para as cercas elétricas o arame ideal é o arame 14 ou 2mm. Há no mercado várias marcas especiais para utilização com cercas elétricas.

 

Cercas elétricas permanentes

Para Ovinos recomenda-se a utilização de pelo menos dois fios: um a 25 cm do solo e o outro a 50 cm. Em regiões sujeitas a secas prolongadas recomenda-se a colocação de fios “terra”, intercalados com os fios “vivo”, pois aumentam muito a eficiência da cerca nestas condições

Para caprinos são necessários pelo menos três fios, 25 cm, 50 cm e 75 cm, que também devem ser intercalados com fios “terra “ em regiões secas.

 

Cercas elétricas móveis

Para estes animais utiliza-se os fio eletroplásticos e varilhas ou as redes eletroplásticas especialmente desenvolvidas para Ovinos e Caprinos. Estes materiais são leves e de fácil transporte e montagem, tornando a tarefa de fazer piquetes temporários muito fácil.

Em função do crescimento da utilização das cercas, estes materiais encontram-se no mercado brasileiro com boa variabilidade.

 

4) Isolamento

Isoladores de baixa qualidade proporcionam perdas de energia no sistema, diminuindo sua eficiência no controle animal. Além disso, aumentam o custo de manutenção de cerca, pois precisam ser trocados periodicamente. Por isso, utilize isoladores da melhor qualidade, pois eles aumentam o respeito dos animais à cerca, além de diminuir sensivelmente seu custo de manutenção. Não utilize mangueiras, garrafas plásticas comuns, ossos, madeiras etc.

 

A cerca elétrica não tem sido mais difundida no Brasil, em função da baixa qualidade dos equipamentos utilizados nas instalações e no baixo conhecimento dos princípios acima descritos. Tudo isto contribui para que o produtor não utilize todo o potencial e benefícios que esta tecnologia vem trazendo em outros países e que, com certeza, poderão beneficiar o produtor brasileiro.

 

 

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